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Animais

Um motoqueiro, a 130 km/h, passa por um passarinho e o deixa rodopiando na estrada. Com remorso, pára a moto e leva o passarinho desmaiado para casa. Lá, o coloca dentro da gaiola, com uma tijela de água e farelos de pão. Já atrasado para o trabalho, o motoqueiro sai de casa, deixando a ave ainda desacordada. Algum tempo depois, o passarinho acorda. Horrorizado, se vê dentro de uma gaiola, com pão e água e grita:
– Puta merda, matei o motorista!!

Um ateu convicto passeava por um bosque quando de repente viu uma onça de dois metros avançar contra ele, com expressão feroz. O bicho surgiu sobre seu corpo e levantou a pata para o golpe fulminante. Nesse momento o ateu gritou:
— "Oh, meu Deus!"
O tempo parou. A onça ficou paralisada. A floresta silenciosa. Uma voz imponente veio do céu:
— Você nega Minha existência há anos, ensina que Eu não existo. Espera que Eu o ajude a escapar dessa? Devo contar você como um fiel?
O ateu olhou diretamente para a luz:
— Seria hipocrisia de minha parte. Mas talvez Você pudesse fazer desse animal selvagem um cristão.
Então a onça lentamente postou as patas como em uma oração, curvou a cabeça e disse lentamente:
— Senhor, abençoai esse alimento pelo qual estou muito agradecido. Amém.


S
abe por que a aranha viúva-negra simplesmente mata o macho logo depois de transarem?
Para evitar que ele ronque.


E tem a história do caubói que chega a uma cidadezinha onde não há mulheres. O dono do hotel informa, porém, que, lá nos fundos, existe um celeiro. Sem entender, o caubói vai ao celeiro e lá encontra uma linda leitoa. Leva-a, então, para o quarto, dá-lhe um banho, perfuma-a, amarra uma fitinha rosa nas orelhas e desce com ela ao saloon, onde vários outros vaqueiros estão bebendo, cada qual com uma animalzinha diferente. Ao entrar no recinto, causa uma comoção geral. Espantado, pergunta:
— Mas, afinal, o que houve? Vocês não estão fazendo o mesmo?
O garçom cochicha ao seu ouvido:
— Estão, sim. O problema é que você pegou a garota do xerife.


O que passa pela cabeça de uma mosca quando ela se esborracha contra uma vidraça?
O rabo dela, claro.


E diz a cigarra frígida ao marido:
— Meu bem, tenho um motivo forte para não querer nada com você. Por acaso você já viu as advertências do Ministério da Saúde?


No zoológico, o gorilão solitário puxa uma mulher para dentro da jaula e parte para a ação sexual.
— Socorro, socorro, Eufrásio! — ela grita para o marido. — Que é que eu faço, pelo amor de Deus?!
— Calma, calma, Risoleta — responde Eufrásio, com um risinho nos lábios. — Conta pra ele aquela da terrível enxaqueca!


Os dois touros passeiam no alto da colina quando, de repente, avistam lá embaixo um bando de vacas muito interessantes.
— Vovô, vamos dar uma corrida até lá e comer algumas vacas? — propõe o mais novo.
— Sei não, meu filho... Acho melhor a gente ir andando devagar e comer todas as vacas.


Uma formiguinha e um elefante caminham por uma estrada quando ele, desastradamente, tropeça e se entala num lodaçal. Sem força de tirar o parceiro dali, a formiguinha corre para a cidade, pega emprestado o Porsche de um amigo e finalmente consegue rebocar o elefante para fora do lodo. Quando acaba a operação de resgate, a formiguinha se distrai, tropeça e cai na lama. O elefante acha um exagero puxá-la para fora com a ajuda do Porsche. E resolve fazer uma ponte salvadora com o seu pênis de 1 metro de comprimento. A formiguinha agarra-o com força e é salva.
Moral da história: não é preciso um Porsche quando se é bem-dotado.


O sujeito chega ao posto para abastecer e o frentista, enquanto põe gasolina, nota que no banco de trás do carro há dois pingüins.
— Coitados, devem estar morrendo de calor! — diz. — Por que o senhor não os leva ao zoológico?
— Boa idéia! — responde o cliente.
Dois dias mais tarde, o homem volta ao posto para reabastecer. O mesmo frentista o atende e vê, preocupado, que os pingüins continuam no mesmo lugar.
— Mas o senhor não prometeu levá-los para o zoológico? — pergunta.
— Levei! E ontem fomos ao museu. Esta tarde vou levá-los ao cinema!


A loura desce a rua com um porco debaixo do braço. Um pedestre na rua pergunta:
— Onde você arrumou isso?
— Eu ganhei numa rifa — responde o porco.


É primavera. A cigarra, toda esportiva e de violão às costas, encontra no caminho a formiga, carregando uma folha bem maior do que ela.
— Olá, querida. Sempre trabalhando, hein?
— Pois é — responde a formiguinha, enquanto enxuga o suor. — E você, o que está fazendo?
— Estou indo para Paris. Paris sempre é uma festa. Você quer alguma coisa de lá?
— De que jeito? Sou uma pobre coitada...
— Ora, deixe disso. Diga qualquer coisa, uma lembrancinha... — a cigarra insiste.
— Bem, já que insiste, vou lhe pedir um favor. Se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, mande-o à puta que o pariu por minha conta!


No zôo, a morte precoce do pujante gorila fazia definhar a fogosa gorila. O atento diretor da Divisão de Primatas logo percebeu a carência específica do belo animal, mas como satisfazê-la? Não havia outra saída: ninguém tinha melhores relações com a gorila do que o limpador da jaula.
— Você compreende — ele explicou ao rapaz. — Isso é pelo bem da ciência! Contamos com você. E são 500 reais!
Precavido, o rapaz impôs três condições:
— Não pode ser na jaula, tem ser num motel.
— Tudo bem, tem razão — acedeu o diretor.
— Vocês não vão deixar a minha Maria saber disso.
— É evidente — concorda o diretor. — Confie em nós. Que mais?
— A terceira é o seguinte: posso pagar os 500 reais em cinco vezes?

 


Era um polvo sensacional, verdadeira atração artística: tocava piano, violão e violino ao mesmo tempo. Mas ainda restavam dois tentáculos e seu treinador resolveu que ele devia aprender a tocar também gaita de fole. Com o talento que o polvo tinha, não era preciso ficar dando muitas explicações. Assim, uma noite, o treinador pôs uma gaita de fole no quarto do polvo e ficou aguardando o resultado. As horas foram passando, passando e nada de o polvo tocar a gaita. No dia seguinte o homem abriu a porta do quarto e perguntou:
— Como é, você ainda não conseguiu aprender a tocar esse negócio?
— Tocar? — retrucou o polvo. — Passei a noite inteira tentando cantar essa belezinha!



O gato de rua está louquinho por uma gata angorá. Depois de muito ronronar no telhado, se declara, romântico:
— Ó, meu amor, por ti sou capaz de dar minha vida!
— Jura? — ela pergunta, dengosa. — Quantas delas?



Três pintinhos morrem e vão parar no céu. Chegando lá, São Pedro diz que só há vaga para dois. Resolvem, então, apostar uma corrida para ver quem entra.
— Um, dois, três... já! — conta São Pedro.
Dois correm e entram sem problema. O terceiro, lerdo demais, fica de fora.
Moral da história: pinto mole não entra.



O fazendeiro foi ao zoológico e ficou tão encantado com as zebras que importou uma da África. Solto na fazenda, o bicho trata logo de ir conhecendo seu novo mundo. Em seu primeiro passeio encontra uma galinha e diz:
— Sou uma zebra. Quem é você e o que faz?
— Eu sou uma galinha. Eu cisco o chão e ponho ovos — responde a galinha.
Depois, a zebra encontra uma vaca deitada no curral e faz a mesma pergunta.
— Sou uma vaca. Eu pasto e dou leite.
Em seguida, a zebra encontra o marido da vaca e pergunta quem ele é.
— Eu sou um touro — responde o touro.
— E o que você faz? — pergunta a deslumbrada zebra.
— O que é que eu faço, seu asno idiota? Tira esse pijama ridículo que eu já lhe mostro!



Na selva, um macaquinho muito safado e matreiro se aproxima por trás de um leão, adormecido na sombra de uma frondosa árvore, vê aquele traseiro enorme dando sopa, e não resiste... O leão acorda imediatamente, furioso diante da ousadia de ter sua majestade ultrajada, e sai em perseguição ao macaco irreverente. Quase 1 quilômetro adiante, o macaco encontra um jornal caído no solo, senta-se num tronco e põe-se a ler as notícias, com o cuidado de cobrir o rosto para não ser identificado pelo leão, que lhe pergunta:
— Você não viu um macaco pequeno e sem-vergonha passar por aqui?
— Aquele que comeu o leão?
— O quê??!!! — diz o leão, atônito. — A notícia já saiu no jornal?



Cinco razões pelas quais os cães são melhor companhia do que as mulheres:
l) sempre fazem festinha para seus amigos quando eles visitam você;
2) por mais tarde que você chegue em casa, estão sempre felizes;
3) nunca têm ciúme quando você passa a mão nas mulheres;
4) adoram quando você anda de sapatos sobre o tapete; e
5) não se irritam quando você os chama por outro nome.



O macaco diz ao papagaio:
— Eu sou o animal mais parecido com o homem. Sou, portanto, o mais importante de todos os animais.
— Essa não — retruca o papagaio. — Você é parecido, mas não sabe falar. E eu sei.
— E eu não estou falando?



O girafo à girafa:
— Meu bem, nesta posição eu me sinto nas nuvens...



Todo dia aquele distinto cavalheiro entrava no bar com o seu cachorrinho. Sentavam-se a uma mesa e o garçom, já habituado com a dupla, servia um uísque para cada um — o do cachorrinho num pires. Eles bebiam, pagavam e saíam dignamente. Certa noite, porém, o cachorrinho apareceu sem o dono. Subiu numa cadeira e ficou esperando, com as patinhas sobre a mesa. O garçom, sem hesitar, levou-lhe o pires com uísque. "Hoje, o dono deve ter se atrasado", pensou.
O cachorrinho bebeu, balançou a cauda num educado cumprimento e foi embora. Na noite seguinte, reapareceu no bar, dessa vez em companhia do dono, que, delicadamente, agradeceu a gentileza do garçom.
— Muito obrigado por ter servido ao meu cachorrinho. Nós dois ficaríamos muito contentes se você aceitasse este pequeno presente.
E entregou uma caixa ao garçom, explicando:
— É uma lagosta. E está viva.
— Oh, muito obrigado! — disse o garçom. — Vou guardá-la para o jantar.
— Ela já jantou. Mas ficará muito feliz se você levá-la ao cinema.



Três cachorrinhos se encontram no meio da rua, ainda no tempo da Cortina de Ferro. Um francês, um polonês e um russo.
— As coisas vão de mal a pior! — queixa-se o cachorrinho francês. — Pois imaginem que hoje eu tive que latir adoidado para que me trouxessem um pedaço de carne.
— Carne?! — assusta-se o polonês. — O que é isso?
— Latir? — diz o russo. — O que é isso?



O canguru entra saltando no bar e pede um martíni seco. O barman se refaz da surpresa e serve. O canguru bebe calmamente, pede mais um e pergunta:
— Quanto devo?
— Dez reais — responde prontamente o barman.
Enquanto o estranho cliente pega o dinheiro, o barman faz um comentário:
— Sabe que é a primeira vez que atendo um canguru?
— Primeira e última — diz o canguru, enquanto se retira. — Com esses preços!!

 

O leão e o antílope entram num restaurante da selva e chamam o garçom, um veado:
— Quero uma salada mista de grama, relva e capim — diz o antílope.
— Pois não — diz o garçom e, dirigindo-se ao leão: — E o senhor, o que vai pedir?
— Nada, obrigado — grunhe o felino, sacudindo a juba.
— Ele não está com fome? — pergunta o garçom ao antílope.
— Escuta aqui, ô veadinho, você acha mesmo que se ele estivesse com fome eu estaria sentado sossegado?



Placa no consultório do veterinário:
"FUI ALMOÇAR. SENTADO! QUIETO!"



Um rato corre desesperadamente pela casa, com um gato em seu encalço. Para sua sorte, o pequeno roedor encontra um buraco no rodapé da cozinha e se esconde lá dentro. Depois de algum tempo de silêncio absoluto, o rato ouve latidos do lado de fora e pensa: "Deve ter aparecido um cachorro, que espantou o gato. Como cachorro não liga para rato, estou salvo". E sai do buraco. Imediatamente é apanhado pelo gato. Assustado, o rato pergunta:
— Mas como você pode estar aqui ainda, se eu ouvi uns latidos de cachorro?
— Ah, meu caro, hoje em dia, quem não fala dois idiomas está perdido.



Duas vacas pastam num verde campo da Inglaterra:
— Que está achando dessa discussão sobre o mal da vaca louca? — pergunta uma delas.
— Mas que pergunta? E o que eu tenho a ver com vacas? Sou um helicóptero!



Um cachorro pastor alemão entra numa agência dos correios, pega um formulário de telegrama e escreve:
— Au... au... au... au... au... au... au... au... au.
O atendente examina o papel.
— Só tem nove palavras aqui — diz. — Você poderia mandar mais um au pelo mesmo preço.
— Mas aí — responde o cachorro — perderia todo o sentido.



O velho beduíno sente a morte chegar e deseja ter um momento de amor com seu camelo, pela última vez. Já estava, porém, muito enfraquecido para conseguir subjugar o animal a seus desejos. O camelo se afasta, arisco e teimoso, pelas areias ardentes. E o beduíno segue-o penosamente, aos tropeções, sob aquele sol abrasador. Até que deparam com um oásis verdejante. O camelo se põe a pastar, tranqüilamente, enquanto o beduíno, exausto, tomba, arquejando. Aproxima-se deles uma belíssima jovem, de formas provocantes, ondulando sob o véu transparente, e diz:
— É o primeiro homem que me aparece neste oásis solitário em muitos anos. Sou sua. Pode me pedir o que quiser.
— Então, por favor, vê se me ajuda a agarrar aquele camelo.



A ouriça, manhosa:
— Ai, querido! Assim você me confunde.



E a vaca recatada estrila:
— Acho que você não escutou... Eu falei "bumba", meu boi.



Conhece a história da galinha hiperexcitada?
Chocava como uma louca, sem ver a hora de afagar os pintinhos.



A elefanta encontra a amiga na savana:
— Ué, querida, está grávida? Quer dizer que fez as pazes com o maridão, hein?
— Um pouco, meu bem... Mas continuamos dando nossas trombadas!



perdido na selva, o missionário depara-se com um leão faminto. Faz o sinal-da-cruz, arregaça a batina e corre em disparada. O leão dispara atrás. Alguns quilômetros adiante, topam com uma montanha escarpada. Acuado, o missionário cai de joelhos e começa a rezar.
Para sua surpresa, o leão pára, também se ajoelha e eleva as patas para o alto.
— Milagre! Milagre! — grita o missionário, voltando-se para a fera. — O Senhor te fez juntar-se a uma de suas ovelhas para, juntos, lhe fazermos uma prece!
— Cale essa boca e não atrapalhe! — ruge o leão. — Eu estou é dando graças pelo banquete!



O grande problema dos coelhinhos e das coelhinhas é que, passada a Páscoa, não têm outra coisa a fazer.

 

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