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Velórios
O
bêbado entra num velório e ouve a viúva, entre lágrimas e soluços,
comentando:
— Meu marido era tão
bom... Morreu como um passarinho!
Logo em seguida,
outro bêbado também entra e se encosta ali perto.
— Como foi que ele
morreu, hein?
E o primeiro
responde, de bate-pronto:
— Parece que foi
com uma estilingada.
Depois
de comparecerem ao velório de um colega, dois motoristas de ônibus começam a
filosofar.
— Quando eu morrer
— diz o primeiro —, tomara que seja de forma apoteótica, numa trombada
daquelas!
— Eu, não — diz
o segundo. — Quero morrer como meu avô: tranqüilo, dormindo. Não berrando e
gritando como os passageiros do ônibus dele.
Em
meio àquela tristeza, uma mulher olha para o caixão e começa a rir. A outra,
assustada, puxa-a para um canto e diz:
— Que é isso,
Fernanda? Rindo no meio do velório!
— Estou rindo
daquele arranjo de flores em forma de coração em cima do caixão.
— E daí? Isso é
uma homenagem que os amigos médicos estão fazendo para o falecido. Ele era o
melhor cardiologista da cidade!
— É por isso
mesmo que estou rindo. Quero só ver como é que vai ser quando o meu marido
morrer. Ele é o melhor ginecologista da cidade!
O garoto
está na porta de um velório quando alguém pergunta:
— Quem é o morto?
E ele:
— Acho que é o
velhinho que tá dentro do caixão.
A Raquel
arrumou um emprego maravilhoso.
É só à noite e o
pessoal do escritório fica telefonando
para cá toda vez
que precisa dela.
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